Mas, o que é auto-estima?

autoestima

Ter a auto-estima elevada pode fazer a diferença na vida de uma pessoa.

Essa é a afirmação que vemos em palestras, vídeos, livros e programas de televisão onde o bem-estar, a qualidade de vida e os relacionamentos interpessoais são enfocados.

Entretanto, o que se torna difícil de entender e quase sempre não é explicitado é. O que é exatamente isso que chamamos auto-estima? O que determina uma baixa auto-estima? O que posso fazer para ter uma boa ou elevada auto-estima?

O que é auto-estima?

Alguns autores e a maioria dos leigos diz: É gostar de si mesmo, valorizar-se!

Enquanto que, outros dirão: É ter uma opinião positiva de si mesmo, ter uma boa imagem de si.

Aliás, há quem defenda: É ser confiante, acreditar em si e em sua capacidade.

E se pedimos para explicarem melhor estas afirmações e fazerem uma diferenciação entre amor-próprio, auto-conceito, auto-imagem, auto-confiança e auto-estima, parece difícil.

É uma definição mais adequada apresentarmos auto-estima como a opinião acerca de si (auto-conceito), somada ao valor ou sentimento que se tem de si mesmo (amor próprio, auto-valorização). Além disso, adicionado a todos os demais comportamentos e pensamentos que demonstrem a confiança, segurança e valor que o indivíduo dá a si (auto-confiança), nas relações e interações com outras pessoas e com o mundo.

Portanto, não estamos falando apenas de um sentimento que temos por nós mesmos.

Mais que isso, estamos falando de pensamentos e comportamentos que temos relacionados a nós mesmos.

O que determina uma baixa auto-estima? O que fizemos ou fazemos para que o sentimento e as atitudes que temos conosco tornem-se tão negativos ou tão baixos, diminuindo-nos?

auto-estima

Os estudos sobre auto-estima apontam em sua extensa maioria para influências presentes em nossa infância.

De acordo com Coopersmith, que realizou um amplo estudo sobre auto-estima, existem fatores importantes na construção da auto-estima:

“a) o valor que a criança percebe dos outros em direção a si, expresso em afeto, elogios e atenção;

b) a experiência da criança com sucessos ou fracassos;

c) a definição individual da criança de sucesso e fracasso, as aspirações e exigências que a pessoa coloca a si mesma para determinar o que constitui sucesso; e,

d) a forma da criança reagir a críticas ou comentários negativos.”

Podemos de forma mais abrangente apontar situações que, quando presentes na vida de uma pessoa, são precipitadoras e/ou mantenedoras de uma baixa auto-estima.

Tais como: críticas; rejeições; humilhações; abandono; desvalorizações e perdas.

Importante frisar que a construção dessa percepção negativa de si mesmo é resultado de interações sociais. Porque, nelas a pessoa vivencia situações onde é colocada numa posição de sentir-se inferiorizada e de menor valia.

Coopersmith afirma, ainda, que “… crianças não nascem preocupadas em serem boas ou más, espertas ou estúpidas, amáveis ou não. Elas desenvolvem estas idéias. Elas formam auto-imagens… baseadas fortemente na forma como são tratadas por pessoas significantes, os pais, professores e amigos”,

Além disso, elas também passam a se comportara agir consigo e com as pessoas baseadas nestas experiências.

Então, o que alguém pode fazer para ter uma boa ou elevada auto-estima?

Conforme as orientações de Coopersmith, para as crianças e os pais:

“a) Experimentar uma total aceitação de seus pensamentos, sentimentos e valores pessoais;

b) Estar inserida num contexto com limites claramente definidos, desde que sejam justos e não opressores;

c) Os pais não usarem de autoritarismo e violência para controlar e manipular a criança, bem como não humilhar, nem a ridicularizar; e,

d) Os pais devem apresentar um alto nível de auto-estima, pois eles são exemplos vivos do que a criança precisa aprender.”

Complemento com dicas que servem a todos:

1) Buscar o autoconhecimento. Pois ele permite entender e identificar o que acontece que te faz sentir-se menos valorizado. Ou seja, quais fatos ocorreram em sua vida que geram sentimentos de impotência, tristeza, ansiedade e/ou menos valia;

2) A partir desse levantamento, encontrar maneiras alternativas de agir naquela situação, para não ser tomado pelos sentimentos;

3) Identificar suas qualidades não apenas os defeitos. Isso facilita o engajamento em tarefas onde suas características positivas possam ser realçadas, o que nos leva ao próximo item;

4) Engajar-se em atividades mais prazeirosas ou onde se tem um bom desempenho e se é valorizado. Assim, fortalece-se a auto-estima, não pela superação de um problema, mas pelo aumento de atividades que produzam coisas boas si e validem o que se é e o que se faz;

5) Valorizar a si mesmo e sua individualidade empenhando-se em atividades que lhe tragam felicidade.

Os benefícios para si tanto na vida pessoal, relacionamento afetivos, familiares, quanto na vida profissional são grandes. Assim sendo, lembre-se de quem deve ser a pessoa mais especial e importante no mundo, você!

O Inpa

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