Terapia de Casal em Brasília: 5 Sinais de “Divórcio Emocional” e Como Salvar a Relação

Se você está buscando Terapia de Casal em Brasília, é provável que algo importante já não esteja funcionando como antes na relação. Conflitos que se repetem, afastamento emocional, dificuldades na comunicação, problemas na vida sexual ou a sensação de que “já tentamos de tudo” costumam ser sinais de alerta — e não meros desgastes do dia a dia. 

Antes de tomar qualquer decisão precipitada, é fundamental compreender o que realmente está acontecendo no vínculo, quais são as abordagens terapêuticas disponíveis e em quais situações a terapia de casal é, de fato, indicada. 

Nos tópicos abaixo, você encontrará um guia claro, clínico e baseado em evidências para ajudá-los a entender esse processo. Ao final, você receberá um convite.

Neste artigo, , você lerá:

O Que Tenho Visto em Consultório Quando os Pacientes Buscam a Terapia de Casal em Brasília

Muitas vezes, quando pacientes procuram por terapia de casal em Brasília e entram no meu consultório, o divórcio já aconteceu. Não no papel, e não diante de um juiz.

O fim aconteceu meses — às vezes anos — antes, no silêncio do quarto, na frieza do “bom dia” e na solidão de estarem juntos, mas se sentirem sozinhos.

Eu preciso ser franco com você: o divórcio legal é apenas a certidão de óbito de uma relação que morreu por falta de oxigênio emocional.

Vivemos em uma cidade com uma dinâmica peculiar.

A rotina exaustiva do serviço público, o trânsito do Plano Piloto ou de Águas Claras, e a pressão para manter uma imagem de “família bem-sucedida” funcionam como uma panela de pressão.

E, infelizmente, a maioria dos casais ignora o apito da válvula até que a panela exploda.

É por isso que a demanda por terapia de casal em Brasília tem características muito específicas em relação ao resto do país: aqui, a “fachada” de sucesso muitas vezes esconde o colapso afetivo.

Pense no painel do seu carro. Quando a luz da injeção eletrônica acende, você para imediatamente e busca um mecânico, certo?

Você não dirige mais 5.000 km torcendo para o problema sumir. No entanto, no casamento, vejo pessoas ignorando luzes vermelhas piscantes por anos, esperando um “milagre” espontâneo.

Este artigo não é apenas informativo; é um chamado à realidade.

Nos próximos parágrafos, quero te ajudar a identificar se a relação está apenas enfrentando um período difícil ou se vocês já ultrapassaram a linha que leva ao “divórcio emocional”, e, por isso, precisam começar uma terapia de casal urgente.

E adianto: se você se identificar com os sinais abaixo, a inércia não é mais uma opção.

Casal em crise acordado de madrugada e precisando de terapia de casal em Brasília.

O Silêncio que Grita: 5 Sinais que Vocês Precisam de Ajuda Agora

Existe um mito perigoso de que os cônjuges que precisam de terapia de casal são aqueles que gritam e jogam pratos na parede. Na minha experiência clínica atendendo no Inpa, o perigo real é silencioso. 

O oposto do amor não é o ódio; é a indiferença.

Se você identificar a dinâmica do seu relacionamento em dois ou mais dos pontos abaixo, a estrutura da sua relação está comprometida. 

 Terapia de Casal em Brasília,

1. A “síndrome do colega de quarto”

Vocês se tornaram excelentes sócios na administração da “Empresa Família S.A.”. Vocês gerenciam as contas, levam os filhos na escola, decidem o que jantar e mantêm a casa limpa. A logística funciona perfeitamente.

Essa é uma das principais queixas que ouço na terapia de casal em Brasília: a transformação dos amantes em meros gestores logísticos.

Mas, pergunte a si mesmo(a): Quando foi a última vez que você olhou para seu cônjuge não como um “pai/mãe eficiente”, mas como um homem ou mulher por quem você tem desejo e admiração? 

Se vocês conversam apenas sobre boletos e rotina, o laço erótico e afetivo está se desfazendo.

2. A crítica virou a linguagem padrão

O renomado psicólogo e pesquisador John Gottman, uma das maiores autoridades mundiais em estabilidade conjugal, aponta a Crítica como um dos “4 Cavaleiros do Apocalipse” de uma relação.

Não estou falando de reclamar de uma toalha molhada. Falo de ataques ao caráter.

  • Em vez de dizer: “Fiquei chateado porque você não lavou a louça” (Queixa específica);

  • Você diz: “Você é um preguiçoso e nunca me ajuda em nada” (Ataque pessoal).

Se a admiração foi substituída pelo desprezo ou pela crítica constante, vocês estão erodindo a autoestima um do outro diariamente. E, claro, a terapia de casal torna-se essencial para reverter essa situação.

3. Vidas paralelas (desconexão de interesses)

É saudável ter individualidade. É saudável ter hobbies separados. O problema surge quando vocês não têm mais nenhum ponto de intersecção.

Você chega do trabalho e vai para o celular ou videogame; ela vai para o Instagram ou para as séries. Vocês ocupam o mesmo metro quadrado físico, mas habitam planetas emocionais diferentes. 

Se você prefere ficar horas extra no escritório ou “preso no trânsito” só para adiar a volta para casa, isso é um sintoma gravíssimo de evitação.

4. O passado como arma (a contabilidade de mágoas)

Em uma discussão sobre quem vai levar o cachorro passear, de repente, um erro cometido em 2018 é trazido à tona. Isso é o que chamo de “contabilidade de mágoas”. 

Se vocês não conseguem resolver conflitos e deixá-los no passado, eles se acumulam como uma dívida impagável.

Relações saudáveis perdoam e esquecem. Relações doentes arquivam o erro para usar como munição na próxima batalha. Se vocês vivem presos no retrovisor, é impossível construir um futuro. 

Para entender como quebrar esse ciclo, muitas vezes é necessário entender a fundo como funciona a terapia de casal para mediar esse desarmamento.

5. A “Paz” Artificial

Este é, paradoxalmente, o sinal que mais me preocupa como psicólogo. Muitos casais chegam e dizem: “Nós nem brigamos mais, Fábio.” 

À primeira vista, parece bom. Mas, ao investigar, na sessão de terapia de casal, descubro que eles pararam de brigar porque pararam de se importar.

O conflito, quando bem gerido, mostra que ainda há desejo de ajuste, de melhoria. Quando um dos dois (ou ambos) desiste de argumentar, de expor o que sente, é porque já “entregou os pontos”. É o estágio final do divórcio emocional.

Teste de Triagem Rápida: Seu Casamento está na “Zona de Perigo”?

Na psicologia baseada em evidências, não trabalhamos com “achismos”. Trabalhamos com métricas. Abaixo, apresento uma livre tradução da versão original do instrumento Couples Satisfaction Index ⎼ CSI-4 (Funk & Rogge, 2007), uma escala desenvolvida pelos pesquisadores Janette Funk e Ronald Rogge para medir a satisfação conjugal.

Pegue um papel e caneta (ou use o bloco de notas do celular). Para cada uma das 4 perguntas, atribua a nota correspondente. Seja brutalmente honesto.

Instruções

1. Por favor, indique o grau de felicidade, considerando tudo, em relação ao seu relacionamento.

  • (0) Extremamente infeliz

  • (1) Bastante infeliz

  • (2) Um pouco infeliz

  • (3) Feliz

  • (4) Muito feliz

  • (5) Extremamente feliz

  • (6) Perfeito

2. Eu tenho uma relação calorosa e confortável com meu parceiro(a):

  • (0) Nada verdadeiro

  • (1) Um pouco verdadeiro

  • (2) Moderadamente verdadeiro

  • (3) Em grande parte verdadeiro

  • (4) Quase completamente verdadeiro

  • (5) Completamente verdadeiro

3. O quanto o seu relacionamento com seu parceiro(a) é gratificante?

  • (0) Nada

  • (1) Um pouco

  • (2) Moderadamente

  • (3) Bastante

  • (4) Quase completamente

  • (5) Completamente

4. De modo geral, o quanto você está satisfeito(a) com seu relacionamento?

  • (0) Nada

  • (1) Um pouco

  • (2) Moderadamente

  • (3) Bastante

  • (4) Quase completamente

  • (5) Completamente

O Resultado: A Hora da Verdade

Some os pontos das 4 perguntas.

Pontuação de Corte: 13.5

  • Acima de 13.5: Sua relação tem uma base saudável, mas pode precisar de ajustes pontuais de manutenção.

  • Abaixo de 13.5 (ZONA DE PERIGO): A ciência indica uma insatisfação conjugal significativa. Estatisticamente, casais nessa faixa já estão em sofrimento clínico e têm probabilidade aumentada de dissolução (divórcio) se não houver intervenção.

Se você pontuou 13 ou menos, entenda: a luz vermelha não está apenas piscando; ela travou ligada. Você precisa de estratégia profissional, não apenas de “boa vontade”.

Casal diante do teste, frente a frente e o problema colocado na mesa.

Como a Terapia de Casal Funciona no Inpa (A Solução Científica)

Se o resultado do teste acima te assustou, respire. O medo é um excelente catalisador para a mudança.

Muitos casais evitam a terapia de casal porque têm uma ideia distorcida do processo. Acham que vão entrar numa sala para serem julgados por um “juiz” ou que será apenas uma hora semanal de gritaria mediada.

Aqui no Inpa, referência em terapia de casal em Brasília, nossa abordagem é técnica e diretiva. Não ficamos apenas remoendo o passado; focamos em construir habilidades para o futuro.

1. O terapeuta é um mediador, não um juiz

Na terapia de casal, não existe réu, advogado de defesa ou sentença final. Nós, terapeutas de casal, não tomamos partido. O meu paciente não é você, nem o seu cônjuge. O meu paciente é a Relação — esse espaço invisível, porém concreto, que se constrói entre duas pessoas e que pode adoecer quando padrões disfuncionais se repetem.

É comum que cada parceiro chegue à sessão convicto de que o problema está no outro. Um diz “A”, acreditando estar sendo claro, enquanto o outro escuta “B”, filtrado por mágoas antigas, expectativas frustradas e experiências passadas. A partir daí, o diálogo deixa de ser comunicação e se transforma em confronto.

O papel do terapeuta é interromper esse ciclo, funcionando como um tradutor qualificado da relação. Traduzir “A” para que o outro consiga ouvir a intenção real por trás das palavras, e não apenas a forma com que elas soam em um ouvido já cansado de se defender. Da mesma forma, ajudar quem escuta a expressar sua dor sem recorrer ao ataque, à ironia ou ao silêncio punitivo.

Na prática clínica, isso significa organizar o caos emocional, identificar padrões repetitivos de interação e devolver ao casal uma compreensão mais precisa do que está, de fato, sendo comunicado. Muitas das brigas intermináveis não acontecem porque o casal pensa diferente, mas porque aprendeu a se comunicar a partir da ferida, e não da necessidade.

Quando a mediação acontece de forma adequada, algo importante muda: o casal deixa de lutar um contra o outro e passa a olhar, junto, para o problema que se instalou na relação. Esse deslocamento — do conflito pessoal para o conflito relacional — é um dos pilares do trabalho terapêutico e, muitas vezes, o primeiro passo real para a reconstrução do vínculo.

2. Identificação de padrões (ciclos viciosos)

A maioria dos casais que chega à terapia de casal em Brasília relata conflitos diferentes, mas, na prática clínica, o que se repete não é o tema da briga — é o roteiro. As discussões mudam de cenário, mas seguem a mesma sequência previsível: alguém dispara um gatilho, o outro reage, e ambos terminam no conhecido impasse emocional que já dura anos.

Na terapia de casal, o foco inicial não é decidir quem está certo, mas mapear esse ciclo relacional. Identificamos com precisão o gatilho que coloca o casal em modo automático e ensinamos estratégias para interromper a dinâmica de ataque e defesa antes que ela escale. O objetivo é substituir a lógica do confronto pela lógica da colaboração, permitindo que o casal pense junto, em vez de lutar um contra o outro.

Esse processo funciona como uma reconfiguração do software mental da relação. Não se trata de mudar a personalidade de ninguém, mas de alterar o padrão de resposta que mantém o problema ativo. 

Quando o casal compreende o próprio ciclo vicioso, ganha algo fundamental: a capacidade de escolher uma resposta diferente — e mais saudável — no momento em que antes só existia reação.

3. Reconstrução da intimidade

A terapia de casal não tem como objetivo apenas reduzir conflitos. Um relacionamento pode até funcionar sem brigas frequentes, mas sem intimidade ele se transforma em uma sociedade limitada, onde duas pessoas apenas coexistem, dividem tarefas e cumprem obrigações, sem verdadeira troca afetiva.

Na prática clínica, a perda da intimidade costuma acontecer de forma silenciosa. Ela não desaparece de uma vez, mas é corroída pela rotina, pelo cansaço, pelas frustrações não verbalizadas e pelo acúmulo de ressentimentos. Com o tempo, a admiração dá lugar à indiferença, o toque se torna raro e a conexão emocional é substituída por uma convivência funcional, porém vazia.

Na terapia de casal, trabalhamos de forma ativa e estruturada para reconstruir a intimidade emocional e física, respeitando o ritmo e os limites de cada parceiro. Isso envolve resgatar a admiração, reorganizar o diálogo afetivo e criar condições reais para que o desejo, o vínculo e a proximidade voltem a existir — não como obrigação conjugal, mas como consequência de uma relação novamente viva e significativa.

“Mas meu marido/esposa não quer ir…”

Essa é a objeção número 1. É comum que um dos parceiros sinta que a terapia é uma ameaça ou um sinal de fracasso. Se você está enfrentando essa barreira, não tente forçar. A coação gera mais resistência. 

Existem estratégias específicas para lidar com a resistência à terapia de casal, começando, muitas vezes, com você dando o primeiro passo sozinho(a). A mudança de um altera a dinâmica do todo.

O Que Acontece Exatamente na Primeira Sessão? (Sem Mistérios)

O desconhecido gera ansiedade. Muitos casais adiam a terapia de casal não porque não querem resolver o problema, mas porque têm medo do que vai acontecer assim que a porta do consultório se fechar.

Vou desmistificar esse momento agora.

A primeira sessão de terapia de casal no Inpa não é uma “arena de batalha”. É uma sessão de Anamnese e Planejamento.

1. O ambiente seguro (o contrato de sigilo)

A primeira regra da terapia de casal que estabelecemos é a segurança. Tudo o que é dito ali, fica ali. Criamos um espaço onde a vulnerabilidade é permitida.

Diferente das conversas em casa, onde cada palavra pode ser usada contra você depois, no consultório existe a regra da proteção.

2. A coleta de dados (a história da relação)

Eu preciso entender como vocês chegaram até aqui. Investigamos:

  • A origem: O que uniu vocês no início? (Resgate da admiração inicial).

  • O divisor de águas: Em que momento a dinâmica mudou? Foi o nascimento do primeiro filho? Uma mudança de emprego? Um luto?

  • A dinâmica atual: Como vocês brigam? Quem se cala? Quem explode?

3. Definição de metas compartilhadas

Muitas vezes, um parceiro quer “mais sexo” e o outro quer “mais conversa”. Na primeira sessão, alinhamos as expectativas. 

O objetivo não é atender ao capricho de um, mas encontrar um terreno comum onde as necessidades de ambos possam ser validadas.

Você sairá dessa primeira sessão não “curado”, mas com um mapa. Pela primeira vez em muito tempo, vocês terão clareza do caminho que precisam percorrer.

Consultório de psicologia no Inpa Brasília preparado para sessão de terapia de casal

As “Vítimas Silenciosas”: Por que Seus Filhos Precisam que Vocês Resolvam Isso

Se você não sente motivação para fazer isso por você ou pelo seu cônjuge, peço que leia este tópico com atenção redobrada. Faço aqui um apelo à sua responsabilidade parental.

Existe uma crença popular errada de que “é melhor ficar junto pelos filhos”. A ciência psicológica nos mostra o oposto: é melhor ter pais separados e felizes do que pais casados e em guerra constante.

As crianças são “esponjas emocionais”. Mesmo que vocês não briguem na frente delas, elas absorvem a tensão no ar.

  1. O Modelo de Amor: Seus filhos estão aprendendo o que é “amor” observando vocês. Se eles veem indiferença, frieza ou desrespeito, eles crescerão acreditando que isso é normal. Vocês estão programando o futuro relacionamento deles.

  2. Ansiedade e Comportamento: Crianças que vivem em lares com alto conflito conjugal tendem a desenvolver mais problemas de ansiedade, regressão no comportamento (voltar a fazer xixi na cama, por exemplo) e queda no rendimento escolar.

Buscar terapia de casal é, antes de tudo, um ato de proteção à saúde mental dos seus filhos. 

Resolver a relação — seja para reconstruí-la ou, em último caso, quando não for realmente possível,  para encerrá-la de forma madura e civilizada — é o maior legado que você pode deixar para eles.

Por Que Buscar Terapia de Casal em Brasília? (O Fator Ambiente)

A capital federal tem particularidades que influenciam diretamente a saúde dos casamentos. A “bolha” do serviço público, a arquitetura setorizada, o ritmo de vida focado em trabalho e status criam um isolamento peculiar.

Por isso, a terapia de casal em Brasília precisa considerar esses fatores ambientais.

Atendo diariamente servidores do Judiciário, Legislativo e empresários que sentem que a cidade “engole” o tempo de qualidade.

A importância do “terceiro lugar”

Por que insisto no atendimento presencial, seja na nossa unidade da Asa Sul ou no Lago Sul? Porque a sua casa se tornou o “cenário do crime”. É lá que as brigas acontecem, é lá que a rotina esmaga.

Quando vocês saem de casa e vêm ao consultório, vocês quebram o padrão ambiental.

  • O trajeto até o consultório já serve como preparação mental.

  • A sala neutra impede que um fuja para o quarto ou ligue a TV no meio da conversa.

  • Aqui, sem as distrações domésticas, vocês são obrigados a se olharem nos olhos.

No Inpa, oferecemos essa estrutura de excelência. Somos psicólogos que entendem a realidade do brasiliense e oferecem a discrição e a competência técnica que o seu caso exige.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Houve traição. É realmente possível recuperar a confiança com a terapia de casal ou estamos apenas adiando o fim?

A resposta curta é: Sim, é possível, mas a relação antiga tem que acabar. Vocês terão que construir uma nova relação com a mesma pessoa. A terapia de casal pós-traição não foca em “esquecer” (o que é impossível), mas em entender a vulnerabilidade que permitiu a entrada de uma terceira pessoa e resignificar o pacto de fidelidade. Cerca de 70% dos casais que tratam a infidelidade conseguem não apenas ficar juntos, mas construir uma relação mais honesta do que a anterior. Mas exige coragem para tocar na ferida.

Não existe um tempo exato, pois cada casal tem a sua história e os problemas específicos. Contudo, no Inpa, após a primeira sessão, geralmente propomos um período de acompanhamento com número de sessões definido. Trabalhamos com objetivos claros, indicadores de mudança e foco no objetivo firmado logo no início. Após o período proposto, os casais geralmente seguem com os ensinamentos e com as mudanças de comportamento. 

Com certeza. Chamamos isso de “Terapia Individual com Foco em Relacionamento”. Ao mudar a sua forma de reagir aos conflitos, você inevitavelmente altera a dinâmica da casa. Muitas vezes, ao ver a mudança positiva em quem foi, o parceiro resistente acaba decidindo participar depois.

Não e sejamos honestos: – Se algum casal chegou a separar após algumas sessões de terapia é porque eles trouxeram todo o peso da história e a decisão quase tomada de um ou de ambos. Então, não é a terapia que leva ao divórcio. Contudo, devo lembrar que, às vezes, a terapia serve para que o casal perceba que o ciclo se encerrou, mas esse não é o objetivo, nem a proposta terapêutica. Na grande maioria dos casos onde ainda há amor, a terapia é a ferramenta de reconstrução.

Dúvida clássica de quem convive com parceiros introvertidos ou evitativos. Não se preocupe. Na terapia de casal, o terapeuta não é uma “planta” que fica apenas balançando a cabeça. Se houver silêncio, o terapeuta intervém. Temos técnicas ativas de questionamento para ajudar quem tem dificuldade de expressão a colocar para fora. Muitas vezes, o parceiro “mudo” em casa fala muito no consultório porque, ali, ele sente que não será interrompido ou julgado. É nossa responsabilidade gerenciar o fluxo da conversa.

Muitos casais evitam a terapia por vergonha de perder o controle na frente de um estranho. Entenda: o consultório é um laboratório seguro. Se a briga estourar, é excelente material de trabalho. É exatamente ali que o psicólogo pode ver “ao vivo” o padrão disfuncional de vocês e intervir na hora, mostrando: “Parem um pouco. Percebam que quando você diz X, ele reage com Y? Vamos tentar de outro jeito agora?”. Não tenha medo do conflito na sessão; ele é mais útil do que uma “paz fingida”.

A falta de sexo raramente é sobre sexo; é sobre conexão e ressentimento. Quando a “conta bancária emocional” está no vermelho (cheia de mágoas), o desejo é o primeiro a sumir. A terapia de casal aborda a intimidade sim. Ao limparmos as mágoas e restaurarmos a admiração mútua, a libido tende a retornar como consequência natural. Em casos específicos, podemos usar protocolos da Terapia Sexual para destravar essa área. Não ignoramos o quarto; ele é o termômetro da sala.

Esse é o medo da “aliança”. Um psicólogo ético e bem treinado jamais faz coalizão com um dos parceiros contra o outro. Lembre-se: o meu paciente é a Relação. Se em algum momento eu precisar confrontar um comportamento seu, farei o mesmo com seu parceiro quando necessário. O objetivo é equilibrar a balança, não pender para um lado.

No Inpa, priorizamos a qualidade absoluta e o tempo dedicado a cada paciente, o que muitas vezes é incompatível com a rotina dos convênios. Trabalhamos com o sistema de reembolso, fornecendo toda a documentação necessária para que você solicite o ressarcimento junto à sua operadora.

Conclusão: A Família Paga o Preço da Sua Inércia

Voltamos ao início. O painel do carro está piscando. Você tem duas opções hoje:

  1. Continuar ignorando, acumulando mágoas e esperando que o tempo resolva (o tempo não resolve, ele apenas cristaliza o problema).

  2. Assumir a responsabilidade de adulto e buscar a ferramenta correta, a terapia de casal, para consertar o que está quebrado.

Não espere o “momento perfeito” ou a “vontade sobrar”. A vontade muitas vezes só aparece depois que o movimento começa.

Se você se identificou com os sinais de divórcio emocional ou se o teste CSI-4 mostrou que vocês estão na zona de perigo, eu te convido a agir. Sua história não precisa terminar em silêncio e distanciamento.

Agende sua sessão de terapia de casal no Inpa. Vamos transformar essa crise em um ponto de virada.

Endereço: SEPS 709/909 Centro Médico Julio Adnet Bloco A Sala 426 Asa Sul Brasília-DF, 70.390-095

Atenção: Este artigo tem caráter educativo e informativo. Ele não substitui o diagnóstico clínico feito por um psicólogo. Em caso de crise aguda, busque atendimento profissional imediatamente.

 

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Nossos psicólogos estão prontos para atender você com excelência e no centro da cidade.

Sobre o Autor: Fábio Caló, psicólogo

Psicólogo clínico com 27 anos de prática profissional, Mestre em Psicologia pela Universidade de Brasília (UnB) e graduado pelo UniCEUB. É uma autoridade no tratamento de relacionamentos e dependências comportamentais, combinando rigor acadêmico com vasta experiência clínica.

Atuação é fundamentada em duas vertentes principais de alta complexidade:

  1. Terapia de Casal: Utilizando como base a Teoria de John Gottman, referência mundial em estabilidade conjugal.

  2. Consumo Problemático de Pornografia: Desenvolvedor de um protocolo específico e proprietário de intervenção para o tratamento do vício em pornografia, preenchendo uma lacuna crítica no mercado de saúde mental brasileiro.

Além das especialidades centrais, o Dr. Fábio mantém atendimento a demandas psicológicas gerais, consolidando uma trajetória de excelência técnica e resultados clínicos.

Credenciais e Formação:
  • Mestrado em Psicologia: Universidade de Brasília (UnB).

  • Graduação: UniCEUB (27 anos de formação).

  • Especialização Clínica: Terapia de Casal e Protocolo de Intervenção em Pornografia.

Canais Oficiais:

Aviso de Propriedade Intelectual: Este material, incluindo o protocolo de intervenção mencionado, artigos e conteúdos clínicos, constitui propriedade intelectual de Fábio Caló. O uso de metodologias proprietárias ou a reprodução de conteúdos sem a devida autorização ou citação está sujeita às sanções legais aplicáveis. ©Copyright 2025. Todos os direitos reservados.

Áreas de Atuação: Psicologia Clínica | Terapia de Casal | Tratamento de Vícios Comportamentais | Saúde Mental

Referências

Funk, J. L., & Rogge, R. D. (2007). Testing the ruler with item response theory: Increasing precision of measurement for relationship satisfaction with the Couples Satisfaction Index. Journal of Family Psychology, 21(4), 572–583. https://doi.org/10.1037/0893-3200.21.4.572

Sou Fábio Caló, psicólogo clínico e Mestre pela UnB com 27 anos de prática baseada em evidências. Especialista em intervenções de alta complexidade para crises conjugais (Método Gottman) e tratamento do consumo problemático de pornografia, através de protocolo clínico próprio. Ajudo pacientes e casais a superarem padrões destrutivos com estratégias científicas e resultados mensuráveis.

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