Perdoar, uma decisão

perdoarComo perdoar o cônjuge se ele repete os mesmos comportamentos?

Seja ter falado de forma indelicada ou desrespeitosa.

Ou até mesmo ter assumido nova dívida financeira sem que vocês dois tivessem conversado a respeito.

Não importa o que tenha chateado, incomodado ou até magoado você.

O fato é que a repetição desses comportamentos ofensivos, ao longo do relacionamento, enfraquece os laços, abala o sentimento de amor e ameaça a continuidade da relação.

Quem vive uma relação conjugal sabe que estar ao lado de quem se ama pressupõe viver um misto de prazeres e de sofrimentos.

Não há relação saudável que não envolva diferenças, problemas de comunicação, ofensas verbais ou comportamentais.

Sabendo, então, que você, muito provavelmente será ofendido, desconsiderado ou magoado em alguns momentos da sua relação conjugal e sabendo que, muito provavelmente, o seu cônjuge não faz o que faz com o intuito deliberado de te gerar incômodo, considere a prática do perdão.

O perdão não gera, necessariamente, o esquecimento do que se viveu, mas diminui o desconforto em relação àquele que ofendeu você.

E, poucas vezes, a menos que você se relacione com um psicopata, haverá intencionalidade no comportamento ofensivo do seu cônjuge.

Ademais, provavelmente, o seu cônjuge esbarra na história de aprendizagem que o mantém fazendo o que ele faz. Ainda que você já tenha dado feedback a ele.

Perdoar é uma decisão.

O perdão não apaga os fatos, mas diminui e até elimina emoções negativas sentidas pelo ofensor.

Quem perdoa, considera o outro na totalidade. No quanto ele tem de valor, no quanto ele fez e faz de bom no quanto ele pode. Inclusive, estar precisando de ajuda para abandonar comportamentos inadequados na relação conjugal.

Para perdoar, tente se colocar empaticamente ao lado do outro, tente entender a perspectiva dele.

Além disso, lembre-se de que aquilo que magoou é um fato, o qual pode ser muito menor se comparado ao que existe de bom quando se olha o passado, o presente e o futuro da relação.

Que tal perdoar?

Por Fábio Caló, psicólogo.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil

Inpa- Instituto de Psicologia Aplicada-

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