Você é amigo(a) do seu cônjuge?

“No coração da abordagem dos Sete Princípios está a simples verdade de que os casamentos felizes são baseados numa amizade profunda. Com isso, quero dizer respeito mútuo e prazer da companhia um do outro. Esses casais tendem a se conhecer intimamente – eles são bem versados nos gostos, desgostos, peculiaridades da personalidade, esperanças e sonhos um do outro” (Gottman, 2000). Não me canso de citar Gottman nos meus posts. Um dos motivos para a minha admiração e respeito é o fato de ele utilizar uma metodologia extremamente refinada para coletar dados, a observação e registro do comportamento humano no Love Lab, iniciado na Universidade de Washington. Além disso, percebo nele uma sensibilidade incomum aos terapeutas de casais, uma lapidação humana e constante, que forma o terapeuta preparado para além do conhecimento científico.

Compartilho da mesma visão que o autor, é a amizade e intimidade que traz, aos casais, uma conexão especial, que os faz pensarem sempre um no noutro, cuidarem sempre um do outro e tornarem o outro alvo de investimento constante. Mas, calma, Gottman não está propondo o encontro de “almas gêmeas”, mas sim o desenvolvimento e aprimoramento da atitude de relacionamento.
Quantas vezes você procurou participar das atividades que o seu parceiro(a) considera importante, quantas vezes você procurou ouvir a música preferida dele(a) e, quantas vezes, você estimulou uma conexão maior com ele(a) por meio de longa conversa sem hora pra terminar?
A atitude de relacionamento se constrói no dia a dia. Se você ainda não é amigo do seu cônjuge, procure construir essa amizade e uma boa proposta é perguntar a ele(a): – O que você quer fazer hoje à noite? E, neste final de semana, podemos montar uma programação de acordo com os seus interesses?

Por Fábio Caló, psicólogo.

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