Alzheimer se propaga no cérebro da mesma forma que uma infecção

De acordo com um estudo publicado na versão online da revista PLoS One, o Mal de Alzheimer se propaga no cérebro através das conexões cerebrais. O que acontece é que a agregação de uma proteína chamada Tau, em forma de filamentos, explode e destrói progressivamente o conjunto das células nervosas próximas.

O estudo foi realizado com ratos modificados geneticamente para para produzir a proteína Tau no Cortex Entorrinal, localizado na parte superior do lóbulo temporal do cérebro. Eles tiveram o cérebro analisado em diferentes momentos, ao longo de 22 meses de pesquisa. Os autores comprovaram que, à medida em que os ratos envelheciam, a proteína se propagava pelo cérebro através de uma passagem anatômica, desde o córtex entorrinal – parte importante para a memória –, até o hipocampo e neocórtex.

Outros estudos com humanos já haviam demonstrado que a doença passa por este tipo de propagação. Mas, conforme explica o coautor do estudo Scott Small, estes estudos não permitiam demonstrar com clareza se o Alzheimer se propagava diretamente de uma região para outra. A progressão observada nos ratos é similar ao que se observa nos primeiros estágios da doença em humanos, explicou Karen Duff, professora de Patologia e principal autora do estudo.

A nova descoberta sugere que bloquear este processo em estágios iniciais pode impedir a propagação da doença, que é incurável. Entretanto, novos estudos ainda precisam ser realizados.

Com informações: PortalG1

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