Ansiedade de Separação

Há um tipo de ansiedade infantil de prevalência importante: o Transtorno de Ansiedade de Separação. Não está relacionado à separação conjugal e sim ao medo excessivo da criança quanto à separar-se dos cuidadores, ainda que seja por alguns minutos. As determinantes iniciais dessa ansiedade de separação estão na história da relação da criança com os pais, demais membros da família, babá, etc.

O Transtorno da Ansiedade de Separação é caracterizado por alguns comportamentos (públicos e não observáveis), os quais apontam que algo não vai bem no dia-a-dia da criança, como exemplo:
– Recusa relativa ou absoluta em ir à escola;
- Relutância persistente em dormir longe dos cuidadores;
– Esquiva persistente de estar sozinha;
– Apresentar dores de cabeça, náuseas, vômito, quando o afastamento dos pais/cuidadores é prevista; e
– Preocupação irreal e persistente sobre um mau acontecimento com os pais ao separar-se deles.

Para intervir nesse transtorno, deve-se considerar a relação entre a criança e os contextos em que ela vive e ajuda especializada é necessária.
O psicólogo infantil, quando acionado, busca ter acesso a esses comportamentos, conhecendo a criança por meio de recursos lúdicos e coleta dados junto aos pais e cuidadores. Desta forma, poderá atuar na relação entre os “comportamentos-problema” e rotinas e contextos presentes da vida da criança, visando melhora e cessação do quadro.

Por 
Keila Outeiral, Psicóloga

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