Pessoas de baixa renda são mais empáticas e expressam maior compaixão

compaixão

De acordo com um estudo realizado por Jennifer Stellar e outros pesquisadores da Universidade de Berkeley (EUA), pessoas pobres são mais sensíveis ao estresse, dor e sofrimento do outro do que as pessoas ricas.

Além disso, expressam a compaixão mais rápida e facilmente do que aquelas oriundas das classes sociais mais altas.

“Os resultados mais recentes indicam que há uma cultura da compaixão entre os indivíduos das classes mais baixas. E isso pode surgir das ameaças que elas enfrentam ao seu bem-estar,” confirma Stellar.

A autora do estudo explica que esta diferença está ligada à história comum de vida de cada uma destas populações.

Os pobres são expostos com maior freqüência a situações em que precisam ajudar o outro e precisam de ajuda.

Dessa forma, crescem em uma cultura de cooperação. Assim, são mais treinados a observar sinais de dor, estresse e sofrimento nos outros.

Ela alerta para o fato de que isto não significa que os ricos tem coração gelado e nem que eles não podem mudar.

É apenas um indicativo de que eles tem uma dificuldade maior para detectar estresse e sofrimento nos outros.

Bem como de expressar compaixão, e não que não sejam capazes de fazê-lo.

Assim sendo, não é que os ricos não se importem com o sofrimento dos outros, é que eles não foram treinados para perceber o sofrimento dos outros.

“Os indivíduos das classes mais altas parecem ser mais focados em si mesmos [do que na coletividade]. Eles parecem ser melhores em ambientes competitivos e individualistas,” conclui a pesquisadora.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil

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