Comportamento infrator: fatores de risco e de proteção

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Embora a justiça tenha a missão de lidar com o comportamento infrator juvenil.

Ainda cabe à família delinear práticas educativas que possam inibir comportamentos antissociais e desenvolver o comportamento moral.

Demonstrações de comportamento antissocial podem acontecer desde os dois anos de idade.

Quando as crianças são consideradas de temperamento difícil ou forte, com tendência a destruir objetos e agredir seus cuidadores.

Pesquisas apontam que este padrão de comportamento infrator; desobediente; impulsivo; socialmente inadequado tende para o estabelecimento do chamado Transtorno Desafiador de Oposição.

A família

No tocante à questão familiar, o infrator é oriundo de ambientes altamente coercitivos. Nos quais são constantes a violência física e o abandono.

DesSa forma, ele acaba por reproduzir em sua relação com o mundo um padrão de comportamento conhecido como antissocial.

O comportamento antissocial pode ser definido como aquele que viola e desrespeita os direitos alheios.

Ou seja, aquele que a todo custo busca beneficiar-se, desconsiderando os possíveis danos que isso possa causar a outrem.

Estudos mostram que a disciplina ineficiente e pouco consistente imposta pelos pais está positivamente associada ao comportamento infrator, delituoso.

Assim, pode-se afirmar que pais de filhos em conflito com a lei geralmente são aqueles que exercem uma supervisão inconsistente, uma disciplina incoerente e inadequada.

A exposição a abusos físicos; punições excessivas e maus tratos; pais ausentes; ou com problemas de saúde ou no relacionamento conjugal são fatores relacionados positivamente com o comportamento delituoso.

Por isso, as práticas educativas parentais ineficientes se constituem fatores de risco ao envolvimento criminal.

Além disso, outros fatores de risco para o desenvolvimento de problemas de comportamento são: a presença de problemas de comportamento durante a infância; a ocorrência de comportamento antissocial em algum momento da vida e o abandono ou fracasso escolar.

Alguns pesquisadores destacam que a família monoparental (ou seja, famílias com apenas um cuidador/pai), em especial as gerenciadas por mulheres, também é um fator de risco.

Adolescentes com comportamento infrator

Cabe destacar que os adolescentes em conflito com a lei têm déficit significativo nas habilidades sociais e em resolução de problemas.

Assim, esses adolescentes tendem a reagir de forma totalmente despreparada diante de conflitos interpessoais.

Um exemplo disso é quando diante de uma intimidação, o jovem busca meios agressivos ou coercitivos que podem aumentar o problema.

Ou colocar em risco a própria vida ou a de outras pessoas, como andar armado para fazer com que as provocações que recebe diminuam.

Tal fato já abre precedente para outros comportamentos perigosos, como intimidar outras pessoas para roubar, emprestar a arma para amigos, trocá-la por droga, entre outros.

Outro fator de risco para o comportamento criminoso do jovem conforme apontado por pesquisadores é a baixa escolaridade ou o desinteresse pelos estudos.

Visto que a conclusão dos estudos básicos é algo que se dá após um período significativo de dedicação e empenho.

Quando o jovem está desocupado, sem estudar, fica mais propenso a se envolver em atividades não exigentes, como o lazer, o uso de drogas e a convivência com o grupo de colegas.

Assim, diante da desmotivação, das necessidades a serem supridas e de estímulos concorrentes com o estudo, o adolescente se vê em um contexto que é possível engajar-se em uma atividade que não requer tanto esforço quanto o que teria diante da escola  e que terá um resultado mais imediato, que é a satisfação de suas necessidades, mesmo que com os estudos haja resultados mais satisfatórios a longo prazo (como um emprego).

Assim, com as atividades delituosas, o jovem encontra um meio de suprir suas necessidades sem precisar de esforço para tal.

Como proceder?

Daí a necessidade de os pais, desde cedo, educarem os filhos com afeto e limites, frustrando-lhes quando preciso.

É necessário que os pais se empenhem na tarefa de desenvolver nos filhos a empatia para com o outro.

Além de outros valores como a polidez, a vergonha, a culpa e a honestidade.

O desenvolvimento do comportamento moral e das habilidades sociais é algo que também é possível de se obter no contexto clínico.

O Inpa

É inegável os muitos benefícios que a psicoterapia pode oferecer aos indivíduos que não se adaptam às normas sociais e que vivem à margem dos grupos.

Sobretudo as abordagens comportamentais e cognitivo-comportamentais.

Por meio dessas modalidades terapêuticas, o jovem com histórico infracional aprende novos repertórios comportamentais.

De modo que, possa desenvolver novas maneiras de se relacionar.

No entanto, melhores resultados geralmente são aqueles obtidos quanto mais próximos do início dos comportamentos problemáticos, sobretudo quando crianças.

Assim, diante da manifestação de comportamento infrator ou opositor na infância, procure um psicólogo de sua confiança.

O Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Brasília oferece terapia infantil para o acompanhamento das crianças com comportamento infrator. Por isso, entre em contato e marque uma consulta. Fone: (61) 3242-1153

Inpa- Instituto de Psicologia Aplicada- Brasília

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