Crianças disciplinadas com punição física tendem a mentir mais

É o conclui o estudo realizado por Victoria Talwar, da Universidade McGill, e Kang Lee, da Universidade de Toronto, ambas no Canadá.

Os autores da pesquisa compararam dois grupos de crianças de um mesmo bairro. O primeiro grupo era composto por crianças matriculadas em uma escola na qual a punição a comportamentos inadequados era administrada publicamente, por meio de um beliscão ou batendo com uma vara. O segundo grupo foi composto por alunos de uma outra escola, também particular, mas que a punição era administrada por meio detenção ou uma conversa em particular com o diretor. A média de idade era a mesma, entre os grupos.

O comportamento de ambos os grupos foi observado por meio de um jogo, no qual as crianças foram colocadas em uma sala junto a um brinquedo que não podiam mexer até que o pesquisador voltasse. Foram deixadas sozinhas lá, após receberem esta orientação. Tanto em um quanto em outro grupo, a maioria das crianças não resistiu à tentação e deu pelo menos uma espiada no brinquedo.

Ao retornar à sala, o pesquisador perguntou a cada criança se ela havia pegado o brinquedo. Quase todas as crianças matriculadas na escola em que se faz uso da punição física mentiram, em comparação com menos da metade das crianças do outro grupo. Indo além, as crianças da escola punitiva mentiam também sobre as características do brinquedo, quando questionadas pelo pesquisador.

Os dados do estudo condizem com muito do que vem sendo produzido nas pesquisas em Psicologia Compotamental. É possível inferir que, em situações passadas, quando estas crianças mentiram, elas se livraram de punições físicas que seriam administradas pelos educadores da escola. Assim, o comportamento de mentir foi aprendido através de uma relação simples: se eu mentir, não vou apanhar.

Com informações: Portal Psicologado.

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