Exposição parental ao THC ligada à Drogadição e a Comportamento Compulsivo em prole não exposta

Recreational cannabis use could be legal after the votesNew York, NY, 16/01/14 – Pesquisadores da Escola Icahn de Medicina de Mount Sinai descobriram que expor ratos adolescentes à THC (tetrahidrocanabinol), o principal ingrediente psicoativo da maconha, pode levar a alterações moleculares e comportamentais na próxima geração da prole, embora esta progênie não tenha sido diretamente exposta à droga. A descendência masculina mostrou forte motivação para a auto-administração de heroína durante a vida adulta apresentando modificações moleculares do Sistema Glutamatérgico, que é a via excitatória mais importante para a neurotransmissão no cérebro. Danos na via glutamato, que regula a plasticidade sináptica, tem sido associados a distúrbios no comportamento dirigido para objetivos e na formação de hábitos.

O estudo foi publicado online em 22 de janeiro próximo passado na revista Neuropsychopharmacology.

“Nosso estudo enfatiza que a cannabis [maconha] afeta não apenas os expostos, mas tem efeitos adversos sobre as gerações futuras”, disse Yasmin Hurd, PhD, autora sênior do estudo e professora de psiquiatria e neurociência na Escola Icahn de Medicina de Monte Sinai . “Encontrar uma maior vulnerabilidade para a dependência de drogas e comportamento compulsivo em gerações não diretamente expostas é uma consideração importante para os legisladores, considerando a legalização da maconha.”

No estudo, a Dra. Hurd e seus colegas deram a ratos machos adolescentes 1,5 mg/kg de THC, semelhante a cerca de um cigarro de uso humano. Nenhum dos ratos foi exposto a THC antes, mas os seus genitores foram expostos a THC quando adolescentes e, em seguida mais tarde no curso de sua vida, acasalaram. A prole exposta ao THC trabalhou mais arduamente na auto-administração de heroína, efetuada por acionamento de uma alavanca várias vezes para obter a infusão da droga.

Apesar de o uso e a segurança da maconha serem, normalmente, discutidos em termos de seu impacto para o indivíduo durante a vida, poucos estudos têm abordado os efeitos adversos nas gerações futuras. “Esse fato levanta muitas questões a respeito dos mecanismos epigenéticos que mediam os efeitos cerebrais entre gerações”, disse Hurd.

Estudos futuros já estão sendo explorados para determinar se os efeitos do THC continuarão a ser transmitidos até mesmo para os netos e bisnetos de gerações subseqüentes. Outra questão importante diz respeito a intervenções de tratamento potenciais, a fim de reverter os efeitos do THC entre gerações. Tais percepções também poderiam ter implicações para novas oportunidades de tratamento para doenças psiquiátricas relacionadas.

Para mais informações, visite http://www.mountsinai.org. Encontre Monte Sinai em: Facebook: http://www.facebook.com/mountsinainyc;

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The Mount Sinai Hospital / Mount Sinai School of Medicine (Contact: NewsMedia – sid.dinsay@mountsinai.org – 212-241-9200)

 Artigo traduzido para o blog do Inpa por Jorge Lyra do original de EurekAlert! disponível em http://www.eurekalert.org/pub_releases/2014-01/tmsh-pet011614.php. Imagem disponível em http://www.theguardian.com/world/2012/nov/03/states-poised-to-legalise-cannabis.

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