Fobia Social

Você já evitou situações sociais por medo de não saber interagir? A preocupação excessiva com a opinião dos outros, com o medo de desagradar ou de causar má impressão tem sido a explicação que muita gente dá para evitar as relações sociais. Essa evitação tem nome, fobia social. A fobia social é considerada um transtorno psicológico frequente na população, e o grau de ansiedade desse transtorno varia,  podendo restringir severamente a vida da pessoa.

Podemos notar a fobia social nas pessoas que ficam apavoradas com a idéia de ir a uma festa, ou qualquer outro evento, evitando todo e qualquer tipo de contato com pessoas. Muitas vezes, essas pessoas chegam a apresentar sintomas físicos, como batimentos cardíacos acelerados, náuseas, tonturas, tensão muscular, dentre outros.

Acredita-se que a etiologia da fobia social esteja mais relacionada a determinantes externas do que a determinantes genéticas, embora essas últimas também devam ser consideradas. Com ênfase das determinantes externas, pode-se entender a fobia social como um conjunto de comportamentos aprendidos ao longo da vida.  

Crianças que sofreram bullying, rejeição, humilhação podem ser mais propensas a este transtorno psicológico. 

Quanto a comportamentos padrões daqueles que têm fobia social, destaca-se o padrão de fazer avaliações precipitadas das situações. Esta precipitação envolve o fóbico a interpretar sempre de forma negativa o que vai ocorrer. Muitas vezes, a situação vivenciada não é um problema, mas a forma como é interpretada é que passa a ser um problema. Assim sendo, aprender a fazer previsões mais positivas das situações futuras pode ajudar a desconstruir essas precipitações e a analisar as situações de forma diferente.  

Outra estratégia de ajuda para superar a fobia social seria a exposição gradativa e planejada das situações sociais que geram ansiedade. Começar a sair de casa, aceitar e fazer elogios, expressar agrado e desagrado, iniciar conversas com desconhecidos e conhecidos, defender as suas idéias, tudo isso poderá ser um bom começo. Aprender a manter também o contato visual com pessoas em geral, adotar gestos, posturas e tom de voz adequados ao contexto social também pode contribuir para uma uma exposição mais tranquila, saudável, sem muitos desconfortos.

Esses treinos podem modificar as ideias negativas, além de oferecer repertório de maiores habilidades sociais para diferentes situações. Para exemplificar, cito o  filme “O Discurso do Rei “, onde a fobia social é apresentada e a exposição gradativa é utilizada como recurso de tratamento.

Por Patricia Oliveira, Psicóloga.

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