Infidelidade conjugal

Há dores que, quando sentidas, dilaceram a alma, desconstroem o ser e fazem nós questionarmos até a vontade de viver. Uma dessas dores é a dor da descoberta da infidelidade conjugal. Segundo pesquisadores, essa descoberta gera trauma mais severo do que trauma decorrente de acidente do carro ou de assalto a mão armada (Christensen & Jacobson, 2000). De acordo com a Dra. Shirley Glass, uma das maiores estudiosas que tivemos sobre o tema, a infidelidade pode ser definida como “envolvimento secreto sexual, romântico ou emocional que viola o compromisso de um relacionamento exclusivo” (Glass, 2002). A partir dessa definição, podemos enxergar os tipos de relacionamento extraconjugal que serão detalhados a seguir, de acordo com a Dra. Glass:

I – Envolvimento Principalmente Sexual: algum tipo de intimidade (de beijo ao intercurso sexual) que ocorre sem algum significado emocional;
II – Envolvimento Principalmente Emocional: moderado a profundo envolvimento emocional com intimidade física insignificante;
III – Envolvimento do Tipo Combinado: intercurso extraconjugal acompanhado de profundo envolvimento emocional.

Você já viveu um desses tipos de infidelidade?

Por Fábio Caló, psicólogo.

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