Nictofobia: Medo do escuro

nictofobia
Nictofobia (medo do escuro)

O popular “medo do escuro” é denominado nictofobia. Em geral, as crianças que apresentaram esse quadro, mas é possível também ocorrer em adultos.

Quando o indivíduo fica impossibilitado de enxergar no escuro é desencadeado a nictofobia. Por conseguinte, as pessoas têm medo do que pode aparecer, acontecer e, também, do que elas não conseguem ver.

A nictofobia pode ser chamada também de escotofobia, acluofobia, lipofobia ou nictofobia.

Então, o que é nictofobia? Quais as causas? Quais o sintomas? E as formas de tratamento? Essas e outras dúvidas serão abordadas nos tópicos seguintes.                                

O que é Nictofobia?

O medo do escuro trata de dois compostos: medo + escuro. Dessa forma, se trata de um medo específico. É reconhecido como fobia em algumas áreas científicas. 

A fobia é o sentimento de ansiedade ou pânico que é caracterizado por um medo específico. O medo do escuro é denominado como nictofobia, do grego nyctus (noite ou escuridão) e phobos (medo profundo).

Portanto, a nictofobia é medo exacerbado do escuro ou da noite. A fobia pode gerar o desenvolvimento de um quadro de depressão, de ansiedade ou de pânico.

O medo do escuro, normalmente, se inicia na infância e é considerado uma coisa “normal” do desenvolvimento infantil. Ademais, quando o medo excessivo do escuro começa afetar seu cotidiano e os padrões do sono, é necessário buscar ajuda psicológica.

Causas

Há diversas causas para a nictofobia. Primeiramente, há uma teoria de que, no princípio da evolução humano, quando não havia formas de produzir luz a noite, a escuridão era um sinal de perigo, porque o indivíduo se tornava mais vulnerável aos seus predadores.

Em razão disso há a ideologia de que o medo do escuro seja, assim , uma resposta genética da evolução humana. 

Outro ponto de análise, é que o medo do escuro pode se originar de uma experincia truamentica no passada da pessoa. Por exemplo, caso a criança tenha sido deixada no escuro como forma de castigo e/ou o medo tenham sido instigado nela por meio de irmãos, amigos ou filmes.

Por fim, os traumas vividos, durante a infância, no escuro, como violência doméstica, abuso sexual e acidentes de carro, podem, também, desencadear um medo persistente do escuro.

Sintomas de Nictofobia

Os sintomas de nictofobia são similares aos sintomas de outras fobias específicas. Assim, as pessoas com essa fobia experimentam um medo extremo quando estão em um ambiente escuro. 

O desempenho escolar e/ou profissional e as tarefas diárias podem sofrer interferência com a presença dos sintomas.  Além disso, os sintomas da doença se dividem em dois segmentos que são os físicos e os psicológicos

Sintomas físicos:

  • problemas respiratórios;
  • arritmia (batimento cardíaco alterado);
  • tremores ou formigamentos;
  • tonturas ou náuseas;
  • dor no estômago;
  • sudorese (suor excessivo).

Sintomas emocionais:

  • sentimento de ansiedade ou pânico;
  • perda do controle da realidade e psicose;
  • sensação de morte iminente;
  • impotência sobre seu medo.

Nictofobia e Transtornos do sono

A nictofobia pode estar interligada com algum transtorno do sono, como a insônia. Segundo um estudo, realizado com universitários de Toronto, das pessoas que sofrem de insônia quase metade tem medo do escuro. 

Os pesquisadores mediram as respostas dos estudantes à ruídos de luz e à escuridão. Dessa forma, aqueles que se assustavam mais facilmente tinham mais dificuldade para dormir. 

Por conseguinte, os alunos que dormiam bem e não sofriam do medo se acostumaram com o barulho e dormiram bem. Porém, os alunos com insônia foram o que ficaram mais ansiosos em relação ao escuro. 

Tratamento

Como citado anteriormentes, a nictofobia pode afetar seu dia a dia e, até mesmo, o seu padrão de sono. Em razão disso é necessário procurar um tratamento especializado. 

A Terapia Comportamental é uma das formas de terapia que são recomendadas no tratamento da nictofobia. Por meio de dados científicos essa abordagem traz resultados eficientes para essa condição.

Vale salientar que, sem um tratamento adequado, o medo extremo do escuro pode ocasionar:

  • Ter crises intensas de pânico ou ansiedades.
  • Ter uma sensação de medo desproporcional e irracional.
  • Evitar situações devido ao medo.

É comum que o algumas pessoas “superem” o medo ao dormirem com a luz acesa ou com um abajur ligado. 

Assim, algumas das técnicas de tratamento são:

  • Dessensibilização sistemática: essa técnica visa expor a pessoa a seus medos diversas vezes com a intenção do medo desaparecer.
  • Relaxamento muscular: essa técnica se baseia no controle e repetição da respiração profunda que ajuda no gerenciamento do estresse manifestado com a fobia. 

Por fim, o uso de medicamentos é recomendado para ajudar no transtorno de ansiedade, pânico ou depressão. É comum que a fobia seja desencadeada por esses transtornos. 

Portanto, o acompanhamento com um profissional da Psicologia e um psiquiatra são a melhor forma de tratamento.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil

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