Pais superprotetores

Vocês são pais superprotetores?
Sabemos que, geralmente, a intenção é fazer o melhor para os filhos. Mas, paradoxalmente, o efeito da superproteção acaba sendo o contrário. Existe um limite, tênue, entre oferecer o cuidado necessário e superproteger.
Esse limite fica evidente quando os pais não permitem que a criança experiencie, por ela mesma, situações onde ela seja exposta ao êxito ou à frustração; contextos onde possa aprender novas habilidades; tentar e conseguir e, outras vezes, tentar e falhar.
É dessa forma que o seu filho vai aprender a administrar as emoções, lidar com os resultados de suas próprias escolhas, admirar a si mesmo, tornar-se autoconfiante e corajoso, entre outras habilidades.

Muitos pais, tendem a criar um mundo irreal para seus filhos, fazendo de tudo para poupá-los de perdas, frustrações, riscos, momentos difíceis. No entanto, isso dificulta o desenvolvimento de habilidades pessoais necessárias para o enfrentamento da vida. Esse comportamento por parte dos pais tende a produzir filhos inseguros, com déficits comportamentais importantes e sem desenvolvimento da autonomia.
É importante encontrar o equilíbrio entre o cuidado e o padrão de superproteção. Na dúvida, vale consultar um especialista.

Por Keila Outeiral, psicóloga.

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