Realidade Virtual pode Encorajar Comportamento Empático

Realidade Virtual pode habilitar participantes a “se colocar no lugar do outro”

A realidade virtual pode ser uma ferramenta útil para encorajar empatia, comportamento prestativo, e atitudes positivas em relação a grupos marginalizados, de acordo com um estudo publicado em 17 de outubro de 2018 no jornal de acesso livre PLOS ONE, por Fernanda Herrera, da Universidade de Stanford nos Estados Unidos, e seus colegas.

Empatia – a habilidade de compartilhar e entender as emoções dos outros – tem sido apontado para “alimentar” o altruísmo ou comportamento prestativo. Tradicionalmente, pesquisadores tem induzido empatia com tarefas de tomada de perspectiva: pedindo a participantes do estudo para imaginar como seria ser outra pessoa caso se encontrassem em alguma circunstância específica. Os autores desse estudo investigaram se o sistema de Realidade Virtual (VR) poderia ajudar na tarefa mudança de perspectiva. Em seus experimentos, envolvendo mais de 500 participantes, o grupo controle apenas leu informações sobre a falta de moradia, enquanto outros grupos completaram a tarefa de tomada de perspectiva lendo a narrativa sobre falta de moradia, experienciando a narrativa interativamente em 2D em um computador, ou experimentando a narrativa em realidade virtual.

Os autores concluíram que os participantes, em qualquer tarefa de tomada de perspectiva, relataram que se sentiram mais empáticos comparado a aqueles que só leram as informações. Quando questionados se assinariam uma petição para oferecer suporte a população sem moradia, participantes que experimentaram a realidade virtual foram mais propensos a assinar, comparado ao grupo que só leu as informações, e ao grupo que realizou a tarefa no computador. Os participantes da tarefa de leitura de informações também assinaram a petição com a mesma frequência que os participantes que experimentaram a realidade virtual, mostrando que as intervenções orientadas por fatos podem ter sucesso em promover comportamentos prestativos. Os acompanhamentos indicaram efeitos positivos, e mais duradouros, com relação a empatia, de até oito semanas, em quem experimentou a realidade virtual comparado a quem só leu a narrativa.

Os autores notaram que os participaram que nunca usaram realidade virtual antes podem ter ficado confusos, ou distraídos, em decorrência da novidade, afetando os resultados. Além disso, as atitudes dos participantes em relação a pessoas sem moradia não foram mensuradas antes do estudo, sem falar que os participantes poderiam ter ainda pontos de vistas definidos sobre pessoas sem moradia. Não obstante, essa pesquisa sugere que realidade virtual pode ser uma ferramenta viável na promoção de empatia e comportamentos prestativos.

Herrera acrescenta: “A principal lição dessa pesquisa é que tomar a perspectiva dos outros em realidade virtual, neste caso, a perspectiva de um morador de rua, produz mais empatia e comportamentos pró-sociais imediatamente após a experiência de realidade virtual e melhores atitudes no decorrer de dois meses, quando comparado com a tradicional tarefa de tomada de perspectiva. ”

Tradução: Leonardo Murilo Leão – Acadêmico de Psicologia PUC – GOIÁS

Link original: https://www.eurekalert.org/pub_releases/2018-10/p-vrm101018.php

Linda da Imagem: https://www.healthline.com/health-news/virtual-reality-help-for-phantom-pain#1

 

Share

Comente!