Tempo de qualidade ou toque físico?

Há algum tempo, publiquei um post sobre as linguagens do amor descritas por Gary Chapman e, dias depois, recebi um questionamento sobre qual seria a diferença entre “qualidade de tempo” e “toque físico” se o momento em que o toque físico ocorresse pudesse ser entendido como tempo de qualidade do casal.
Ao meu ver, uma pergunta simples, mas reveladora de que a pessoa que questionou se dedicou a pensar sobre a relação entre a teoria proposta no post e a vida dela na prática.

Pois bem, o tempo de qualidade envolve qualquer tempo reservado ao casal, à interação, seja ela verbal, seja ela afetiva, sexual, ou até mesmo um tempo em que ambos façam juntos algo que ambos gostem de fazer, como, por exemplo, assistir a um filme no cinema.

Se ambos apreciam o “toque físico” e investem em tempo para que esse toque não seja apenas um abraço ou um beijo e, sim, se configure momento em que beijos, abraços, afagos, cafunés e carinhos outros sejam trocados, então estamos diante de momento em que as linguagens do amor estão sobrepostas.
Mas, vale descobrir, antes dessa análise, qual a linguagem primária de um e do outro, se tempo de qualidade ou toque físico. Se uma dessas linguagens (ou ambas) for primária apenas para um dos parceiros, terá havido sobreposição para um dos parceiros somente. Noutras palavras, apenas uma das linguagens terá valido à pena e enchido o tanque de um dos parceiros.

Essa reflexão é importante e tem repercussão prática porque o grande desafio na relação conjugal, segundo o autor, é aprender a falar a linguagem do outro, ainda que ele(a) não fale a nossa linguagem num primeiro momento. Aqui vale a máxima “dar para receber”. Uma dessas é a linguagem primária de amor do(a) seu(ua) parceiro(a)?

Por Fábio Caló, psicólogo.

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